sábado, 24 de janeiro de 2009

Viver é melhor que sonhar

Há uns bons seis ou sete meses eu não toco em uma banda. Sempre foi algo que gostei de fazer, apesar de nunca ter conseguido ganhar dinheiro fazendo isso - o máximo que consegui foi bebida grátis e batatas fritas - mas é uma das coisas que têm o poder de me deixar bem. E essa semana recebi uma boa notícia. Meu camaradão Augusto, que tocava bateria na minha antiga banda, arranjou um baixista, e resolveu reunir a velha formação da banda. Amanhã tem ensaio - e eu estou na secura total pra tocar. É engraçado como isso estava fazendo falta na minha vida. E agora que isso voltou, velhos sonhos vêm à tona: será que essa é a hora?

Se um dia eu parar de sonhar, por favor: me enterrem, ok?

E agora quero pedir uma contribuição a vocês que passam por aqui: que tal uma dica para o nome da banda? Não queremos usar o antigo; então qualquer sugestão será bem-vinda. Toque fogo aí!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Dor e liberdade

O fluxo da dor Porque ninguém sabia mais ao certo onde pisava.

E também porque não havia mais motivos para saber.

Estavam livres. E livres, sem uma linha a que seguir ou ordens a obedecer, podiam ser o que quisessem. Sempre. E cada um seguiu uma linha. Cada um fez da sua própria vontade, de seus desejos, caminhos alternativos para a descoberta dos prazeres mundanos. E então eles não mais se encontraram, a não ser pela palavra. Antes era a dor, depois, apenas o verbo.

E sem a dor houve o desentendimento. Sem a identificação que os permeava, começou a nascer, devagar, mas constante, o vácuo. A palavra, apesar de boa, não preenchia todo o espaço. Faltava saber quem eram, um para o outro.

Ate que um dia, a dor apareceu sob outra forma. De sentimento experimentado por todos, passou a ser apenas alimentado por alguns, em beneficio de outros. A dor invadiu lares, casas, transformou-se em uma premonição de algo mais duradouro e poderoso. Ganhava consistência. Invadia os olhos de alguns e saltava de la apenas no rosto de outros. Tornou-se fluxo. O fluxo da dor.

Foi preciso então tentar acabar com a dor. O seu fim ficou decidido, pela grande maioria, por meio da sua reclusão. A dor então passou a ser trancafiada dentro de cada um por meio de regras. Não era permitido mais matar, por exemplo. Nem um estupro era possivel. Acreditava-se que, com o passar do tempo, o fluxo seria então finalmente interrompido. E a dor morreria por inércia, sem movimento, fechada em si mesma.

As regras terminaram com a liberdade. E não acabaram com a dor. Terminaram com a liberdade porque seu seguimento foi baseado em uma moral com a qual nem todos estão de acordo. Era impossível isolar todas aquelas diferenças em apenas um conjunto de leis. Cada um via o mundo ao seu modo, de acordo com as experiências que havia tido. Havia, e claro, alguns consensos. Mas os consensos, estes sim, estavam fechados em si mesmo e jamais atingiram a sociedade como um todo.

Não acabaram com a dor por ter descoberto ela ser inerente ao ser humano. Indissociáveis, um fortalece-se no outro. O homem encontra na dor a razão para continuar o caminho e vencer obstáculos. A dor encontra no homem um depositório de todas as impossibilidades que sua vida acarreta. O fluxo não teve fim. Mais: foi alimentado pelo acordar de elementos levemente adormecidos no principio da vida humana, pelas regras que o homem impôs a si mesmo. Regras que cercam – e para quebrar a barreira, talvez um pouco da dor seja preciso.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sociedade e a brutalidade da vida humana no passado

Nem uma violação era possivel.

Se voce se surpreendeu ou ficou chateado ou chateada com a frase, meu objetivo foi atingido. Não é questão de apenas chocar - isso, sem embasamento, é sem graça demais.

Mas tenho certeza que nos primordios da vida humana, no qual não havia esta moral (talvez cristã até), e tão pouco este respeito que existe hoje, o estupro era mais comum do que você pensa.

Não quero dizer com isso que acho certo, muito pelo contrário. Sou totalmente contra, acho que quem faz deveria passar um bom tempo isolado para aprender a conviver em sociedade.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Beatles e George Harrison

Estive pensando sobre a morte do Beatle George Harrison.

Isso me faz questionar o que poderia ser dito que ainda nao foi. Parece que todas as analises ja foram feitas, mas nenhuma em si eh completa. Nenhum ser humano é completo apenas em uma analise.

Já foi dito seu papel nos Beatles. Já foi dito sua carreira solo. Já foi dito que tinha familia, filhos, que deixa viuva e orfaos.

O fato é que os beatles acabaram há mais de 30 anos. E que a carreira solo de Harrison nao é o que faz ele ser lembrado e homenageado nestes dias. Se fosse só pelo que fez sozinho, talvez houvesse alguma manifestação, mas a guarda britanica nao tocaria Beatles na sua troca de posição.

E bom, sobre os Beatles, o que sempre achei, eh que apesar de novas e novas formas de composicao de rock terem sido feitas apos sua morte, nenhuma não teve alguma inspiração neles. Se fosse montada uma arvore genealogica do rock, os Beatles teriam que estar na raiz. Foram a raiz para tudo o que surgiu, embora nem tudo o que surgiu tenha se alimentado soh da seiva produzida lá em baixo.

Hoje, acabou. Como tudo um dia acaba, os Beatles tambem se foram. Primeiro, como banda. Agora, parecem estar indo como pessoa. Só faltam dois, que um belo dia, talvez com sol radiante como estava sexta, tambem vao se despedir de nós. Isto parece muito triste a principio. Mas fica um pouco menos se lembrarmos que só se tornam lendas aqueles que entraram para a eternidade na historia humana. Se algum dia o rock realmente morrer, ainda havera aquela pessoa que ouvira Beatles. Assim como ainda hoje ouvem Mozart, Beethoven, Bach.

sábado, 17 de janeiro de 2009

melhores diretores do cinema mudo e filmes que vou ver

Os três melhores diretores do cinema mudo:

Fritz Lang, FW Murnau e Ernst Lubitsch.

Murnau fez Nosferatu (baseado no Dracula de Bram Stoker), The Last Laugh e Fausto, dos quais eu vi parte de Nosferatu, apenas. Todos sao famosos por apresentar grandes passos em direcao a uma imagem de cinema marcante. Ou seja, Murnau reside mais pela forca da imagem do que necessariamente pelas historias de seus filmes, embora tenha usado Stoker e Goethe como roteiro. Isso provavelmente se deve ao fato de ter estudado literatura e artes plasticas antes de decidir se tornar cineasta. Lutou na Primeira Guerra Mundial, como piloto de avioes.

Agora que estou praticamente em ferias (certo, tem mais duas semanas, mas tá muito proximo), fiz uma lista de filmes para ver ou rever nas ferias. Quem sabe eu nao adquiro alguma cultura em cinema:

- Nosferatu (Murnau, 1922)

- O gabinete do dr. Caligari (Wiene, 1919)

- Cinema paradiso (Tornatore, 1988)

- Barril de pólvora (Paskaljevic, 1998)

- O homem-elefante (Lynch, 1980)

- Os Boas vidas (Fellini, 1953)

- Os duelistas (Scott, 1977)

- Intriga internacional (Hitchcock, 1959)

- O grande golpe (Kubrick, 1956)

- Crepúsculo dos deuses (Wilder, 1950)

- Casablanca (Curtiz, 1942)

- Cidadão Kane (Wells, 1941)

- Butch Cassidy (Hill, 1969)

- Trono manchado de sangue (Kurosawa, 1957)

- Os sete samurais (Kurosawa, 1954)

- Touro indomável (Scorsese, 1980)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Tropicalistas e Tropicalismo

Uma pagina sobre cinema, teatro, fotografia, um pouco de historia da arte e capas de discos. So imagens, portanto. Discos? Nao, nao, obrigado. A internet esta repleta de sites que tentam descobrir o novo Nirvana em alguma bandinha de uma pequena cidade da Carolina do Norte. Se fosse para falar sobre musica, eu falaria sobre MPB. Mas quem disse que eu tenho saco para isso? Ou melhor: quem disse que eu tenho conhecimento para isso? E tem muita coisa ruim na MPB tambem. Jovem Guarda? Olha, o unico cara que passa pela Jovem Guarda e consegue algum aplauso meu é o Roberto. Mesmo assim, algum aplauso nao significa aplausos entusiasmados. Ontem a Folha deu uma pagina para Marina Lima. Eu tambem acho Marina lamentavel. Junto com a Gal Costa, a Maria Bethania (credo, nunca imaginei citar esse nome aqui) e varias outras cantoras. A Elis Regina era boa. É, era. Bossa Nova e Tropicalismo sao legais. A Bossa fundida com o Jazz é bem bacana (eu adoro jazz, disso eu poderia ateh falar um pouco, um minimo). Tropicalismo é legal porque quebrou com a ordem. E é a coisa mais legal do mundo quebrar com a ordem. Foi o que o New York Dolls fez tambem no pre-punk, mas acho o Tropicalismo mais legal, porque era mais dificil quebrar a ordem. De um lado, gente de direita, tentando se manter no poder e reprimir qualquer manifestacao. Do outro, gente de esquerda, tentando derrubar o poder e fazer qualquer manifestacao. Surge entao um movimento que criticava a estetica musical brasileira. Queria a incorporacao de influencias externas (como os Estados Unidos, que agradava os militares e desagrada a esquerda ), mas tocado de um jeito nacional. Faziam isso com classe e disso, uma forma de protesto. Mas protestavam contra o que? Ora, nao era um protesto politico. Era um protesto musical na tala. E quando era politico, nao era para incorporar a esquerda ou a direita. Era para tachar as duas de burras. (e depois dizem que burro é o Caetano Veloso). Ou seja, em um momento totalmente politico, eles foram apoliticos, mas nao alienados. E quem chama os tropicalistas de alienacao é porque ainda nao entendeu absolutamente nada.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O Team de Portugal e o Cristiano Ronaldo

Portugal tem um team fortíssimo, muitos bons jogadores e na frente tem o terrivel Cristiano Ronaldo do Manchester United (vejam o link) e espamem-se com o talento deste fantástico e fabuloso jogador.