Mudanças são necessárias. Mudanças são positivas. São desafios, às vezes assustam. Causam alívios, mas podem queimar bastante - muito embora nada as impeça de que queimem pra melhor, ou aliviem pra pior. São difíceis pra quem tem medo, mas muitas vezes os mais corajosos fogem delas. E em vários momentos da vida, é o caminho mais longo a se tomar... e o mais certo. É por onde a gente deve ir.
Só tenho certeza de uma coisa: é muito mais fácil mudar quando se tem amigos por perto, amigos com quem se possa contar.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Dor e liberdade
O fluxo da dor Porque ninguém sabia mais ao certo onde pisava.
E também porque não havia mais motivos para saber.
Estavam livres. E livres, sem uma linha a que seguir ou ordens a obedecer, podiam ser o que quisessem. Sempre. E cada um seguiu uma linha. Cada um fez da sua própria vontade, de seus desejos, caminhos alternativos para a descoberta dos prazeres mundanos. E então eles não mais se encontraram, a não ser pela palavra. Antes era a dor, depois, apenas o verbo.
E sem a dor houve o desentendimento. Sem a identificação que os permeava, começou a nascer, devagar, mas constante, o vácuo. A palavra, apesar de boa, não preenchia todo o espaço. Faltava saber quem eram, um para o outro.
Ate que um dia, a dor apareceu sob outra forma. De sentimento experimentado por todos, passou a ser apenas alimentado por alguns, em beneficio de outros. A dor invadiu lares, casas, transformou-se em uma premonição de algo mais duradouro e poderoso. Ganhava consistência. Invadia os olhos de alguns e saltava de la apenas no rosto de outros. Tornou-se fluxo. O fluxo da dor.
Foi preciso então tentar acabar com a dor. O seu fim ficou decidido, pela grande maioria, por meio da sua reclusão. A dor então passou a ser trancafiada dentro de cada um por meio de regras. Não era permitido mais matar, por exemplo. Nem um estupro era possivel. Acreditava-se que, com o passar do tempo, o fluxo seria então finalmente interrompido. E a dor morreria por inércia, sem movimento, fechada em si mesma.
As regras terminaram com a liberdade. E não acabaram com a dor. Terminaram com a liberdade porque seu seguimento foi baseado em uma moral com a qual nem todos estão de acordo. Era impossível isolar todas aquelas diferenças em apenas um conjunto de leis. Cada um via o mundo ao seu modo, de acordo com as experiências que havia tido. Havia, e claro, alguns consensos. Mas os consensos, estes sim, estavam fechados em si mesmo e jamais atingiram a sociedade como um todo.
Não acabaram com a dor por ter descoberto ela ser inerente ao ser humano. Indissociáveis, um fortalece-se no outro. O homem encontra na dor a razão para continuar o caminho e vencer obstáculos. A dor encontra no homem um depositório de todas as impossibilidades que sua vida acarreta. O fluxo não teve fim. Mais: foi alimentado pelo acordar de elementos levemente adormecidos no principio da vida humana, pelas regras que o homem impôs a si mesmo. Regras que cercam – e para quebrar a barreira, talvez um pouco da dor seja preciso.
E também porque não havia mais motivos para saber.
Estavam livres. E livres, sem uma linha a que seguir ou ordens a obedecer, podiam ser o que quisessem. Sempre. E cada um seguiu uma linha. Cada um fez da sua própria vontade, de seus desejos, caminhos alternativos para a descoberta dos prazeres mundanos. E então eles não mais se encontraram, a não ser pela palavra. Antes era a dor, depois, apenas o verbo.
E sem a dor houve o desentendimento. Sem a identificação que os permeava, começou a nascer, devagar, mas constante, o vácuo. A palavra, apesar de boa, não preenchia todo o espaço. Faltava saber quem eram, um para o outro.
Ate que um dia, a dor apareceu sob outra forma. De sentimento experimentado por todos, passou a ser apenas alimentado por alguns, em beneficio de outros. A dor invadiu lares, casas, transformou-se em uma premonição de algo mais duradouro e poderoso. Ganhava consistência. Invadia os olhos de alguns e saltava de la apenas no rosto de outros. Tornou-se fluxo. O fluxo da dor.
Foi preciso então tentar acabar com a dor. O seu fim ficou decidido, pela grande maioria, por meio da sua reclusão. A dor então passou a ser trancafiada dentro de cada um por meio de regras. Não era permitido mais matar, por exemplo. Nem um estupro era possivel. Acreditava-se que, com o passar do tempo, o fluxo seria então finalmente interrompido. E a dor morreria por inércia, sem movimento, fechada em si mesma.
As regras terminaram com a liberdade. E não acabaram com a dor. Terminaram com a liberdade porque seu seguimento foi baseado em uma moral com a qual nem todos estão de acordo. Era impossível isolar todas aquelas diferenças em apenas um conjunto de leis. Cada um via o mundo ao seu modo, de acordo com as experiências que havia tido. Havia, e claro, alguns consensos. Mas os consensos, estes sim, estavam fechados em si mesmo e jamais atingiram a sociedade como um todo.
Não acabaram com a dor por ter descoberto ela ser inerente ao ser humano. Indissociáveis, um fortalece-se no outro. O homem encontra na dor a razão para continuar o caminho e vencer obstáculos. A dor encontra no homem um depositório de todas as impossibilidades que sua vida acarreta. O fluxo não teve fim. Mais: foi alimentado pelo acordar de elementos levemente adormecidos no principio da vida humana, pelas regras que o homem impôs a si mesmo. Regras que cercam – e para quebrar a barreira, talvez um pouco da dor seja preciso.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Sociedade e a brutalidade da vida humana no passado
Nem uma violação era possivel.
Se voce se surpreendeu ou ficou chateado ou chateada com a frase, meu objetivo foi atingido. Não é questão de apenas chocar - isso, sem embasamento, é sem graça demais.
Mas tenho certeza que nos primordios da vida humana, no qual não havia esta moral (talvez cristã até), e tão pouco este respeito que existe hoje, o estupro era mais comum do que você pensa.
Não quero dizer com isso que acho certo, muito pelo contrário. Sou totalmente contra, acho que quem faz deveria passar um bom tempo isolado para aprender a conviver em sociedade.
Se voce se surpreendeu ou ficou chateado ou chateada com a frase, meu objetivo foi atingido. Não é questão de apenas chocar - isso, sem embasamento, é sem graça demais.
Mas tenho certeza que nos primordios da vida humana, no qual não havia esta moral (talvez cristã até), e tão pouco este respeito que existe hoje, o estupro era mais comum do que você pensa.
Não quero dizer com isso que acho certo, muito pelo contrário. Sou totalmente contra, acho que quem faz deveria passar um bom tempo isolado para aprender a conviver em sociedade.
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